O Centro Universitário Evangélico de Goianésia (UniEGO) quer se tornar referência regional, estadual e até nacional na formação de profissionais para o agronegócio e a agricultura familiar. Para isso, uma comitiva da instituição esteve na sexta-feira, 16, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em Goiânia, onde apresentou ao presidente do Sistema Faeg/Senar, deputado José Mário Schreiner, a proposta de criação do Centro de Referência do Agro e da Agricultura Familiar do UniEGO.
A iniciativa pretende integrar inovação tecnológica, sustentabilidade e a relevância social da agricultura de base familiar, aproximando a formação acadêmica das demandas reais do mercado de trabalho no campo. “O objetivo é que os nossos cursos superiores na área do agro realmente se transformem numa referência regional, estadual e até nacional”, afirmou o reitor do UNIEGO, José Mateus dos Santos.
O projeto também conta com o respaldo da Associação Educativa Evangélica (AEE), mantenedora do UniEGO. O presidente da AEE, Ernei de Oliveira Pina, garantiu que a instituição dará todo o suporte necessário para que o centro de referência saia do papel. “A AEE acredita no potencial deste projeto e estará ao lado do UNIEGO em cada etapa. Vamos oferecer todo o apoio necessário, seja na estrutura, nos investimentos ou na articulação com parceiros, para que Goianésia tenha um centro de formação à altura da força do agro goiano e da importância da agricultura familiar para a região”, afirmou.
Formação para o “novo agro”
Segundo o reitor, o projeto busca ampliar a oferta de cursos superiores ligados ao agronegócio e preparar profissionais para um setor cada vez mais tecnológico, incluindo a agroecologia e a transferência de tecnologias ao produtor. A proposta envolve a formação de agrônomos, médicos veterinários, zootecnistas e gestores do agronegócio.
A área animal também deve ganhar reforço. “Queremos robustecer significativamente os nossos cursos na área animal, como zootecnia e medicina veterinária, para preparar um novo profissional mais tecnificado e com condição de ajudar a alavancar o agro e a agricultura familiar”, explicou.
Currículo atualizado e nova estrutura física
O primeiro passo será uma reformulação curricular, adaptando os cursos de graduação e os cursos livres às exigências do setor. Em paralelo, a instituição planeja investir em estrutura física, com unidade de difusão tecnológica, campos experimentais, estufas, espaço de agroindústria e beneficiamento e laboratórios mais modernos.
Outro destaque é o Núcleo de Inovação e Conectividade, voltado ao domínio de tecnologias que já fazem parte da rotina no campo, como máquinas operadas remotamente e drones. “A ideia é que os profissionais que saiam daqui tenham condição de operar esse novo agronegócio, agora muito mais tecnológico, de forma realmente consistente”, disse José Mateus.
Apoio da Faeg
Durante o encontro, José Mário Schreiner reforçou o compromisso do Sistema Faeg/Senar em apoiar a iniciativa e destacou a importância de unir esforços para formar profissionais cada vez mais capacitados e fortalecer o agro goiano. Para a entidade, investir em educação é investir no futuro do campo, e por isso a Faeg pretende contribuir com projetos que conectem conhecimento, inovação e oportunidades.
De acordo com o reitor, a reunião foi conduzida por Schreiner, que “prontamente se prontificou em fazer parte desse novo movimento”.
Lideranças da região
O encontro reuniu presidentes de sindicatos rurais de Goianésia e Barro Alto; o diretor-presidente da Jalles Machado, Otávio Lage de Siqueira Filho; o deputado José Machado e a deputada federal Marussa Boldrin, ambos reeleitos; o secretário municipal de Agricultura de Goianésia; além de lideranças de outros municípios da região. Pela mantenedora, além do presidente da AEE, participou o diretor administrativo Wander. O UniEGO esteve representado pelo reitor e pelas pró-reitorias.
Além da Faeg, a instituição pretende buscar parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, secretarias municipais da região, empresas do setor e agricultores familiares. “O agronegócio é, sem dúvida, o setor que garante uma balança comercial positiva, em Goianésia, no Estado e no Brasil”, concluiu o reitor.
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